A Split Britches é uma companhia de três mulheres fundada por Lois Weaver, Peggy Shaw e Deb Margolin. Formada no final da década da fundação do feminismo, a companhia tem escrito e se apresentado em trio, em dueto, e solo assim como colaborado e se apresentado com outros artistas. Nossas cinco peças em trio incluem Split Britches; Beauty And The Beast; Upwardly Mobile Home; Little Women, the Tragedy and Lesbians Who Kill. Colaboramos com Holly Hughes em Dress Suits To Hire, Bloolips em Belle Reprieve, e Gay Sweatshop em Lust And Comfort. Completamos mais de dez solos entre nós mesmas incluíndo You're Just Like My Father, Menopausal Gentleman e To My Chagrin de Peggy Shaw; Faith And Dancing e What Tammy Needs to Know de Lois Weaver e Of Mice, Bugs And Women de Deb Margolin. A companhia já recebeu vários prêmios incluíndo o prêmio Jane Chambers award, três prêmios Village Voice Obie awards e o prêmio Otto Award for Contribution to Political Theatre (Teatro Político). Nossas coleções de textos SPLIT BRITCHES, Feminist Performance/ Lesbian Practice recebeu o prêmio Lambda Literary Award for Drama, em 1997.
A Split Britches retirou seu nome de uma peça de vestuário usada pelas ancestrais de Lois Weaver nas montanhas Blue Ridge de Virgínia, uma peça íntima que era dividida em duas partes para que as mulheres pudessem urinar em pé nos campos. O nome tornou-se uma boa metáfora para nosso trabalho: independente; aquele que cria e dá poder; pessoal margeando o privado e o humor -- você poderia rasgar seus 'britches' de tanto rir. As fontes de nosso material estão nos detalhes do dia a dia. Emprestamos textos dos clássicos e dos mitos populares. Caracterizamos pessoas pouco conhecidas e contamos suas histórias não reveladas. Nosso trabalho tem sua raíz na cultura popular, mas posicionado contra ele. Conta com os momentos mais do que com o enredo, com os relacionamentos mais do que com a história. Achamos a narrativa nas relações entre mulheres, entre mulheres e seus arredores, entre nós e as notícias do mundo. Escarranchamos a linha entre a performance e o teatro. Nossas performances contam com a teatralidade, no entanto, expõem o fingimento, permitindo que as personalidades dos atores espiem através da cortina de seus personagens. Acreditamos no imprevisível, na surpresa da transformação mais do que na lógica da narrativa psicológica. Retiramos nosso estilo e método de sobrevivência do gênero vaudeville da classe trabalhadora. Aperfeiçoamos nosso ato, fazemos nossa bagagem e trabalhamos até quando temos dinheiro suficiente para irmos para a próxima cidade. O trabalho da Split Britches é sobre a comunidade dos "não-conformados com a sociedade", gays, excêntricos. É feminista porque encoraja o potencial imaginativo em todos e lésbico porque toma a presença lésbica no palco como um "dado de presente".



