-->

Lois Weaver é Professora de Performance Contemporânea na Queen Mary University of London e é artista performática, diretora e ativista independente. Foi co-fundadora do Spiderwoman Theatre e do WOW Theatre em New York e Diretora Artística do Gay Sweatshop Theatre em Londres. É performer, diretora, e escritora na Split Britches Company desde 1980. Seus interesses incluem arte ao vivo, performance solo, teatro feminista e lésbico e direitos humanos. Trabalha com o Staging Human Rights, uma iniciativa do People's Palace Project que usa a prática da performance para explorar os direitos humanos nas prisões femininas no Brasil e no Reino Unido. Colaborou com Curious em dois projetos: On The Scent, uma investigação do relacionamento entre o cheiro e a memória e Lost and Found, um retrato humano da regeneração urbana. Foi diretora e dramaturga para a peçaTo My Chagrin de Peggy e Preaching To The Perverted de Holly Hughes. Lois foi Diretora Artística para a Performing Rights, uma conferência/festival internacional sobre os temas da performance e direitos humanos que se realizou em Londres, em 2006, e é Diretora de Produção para a East End Collaborations, uma plataforma anual para artistas emergentes. Atualmente é a principal pesquisadora no Democratising Technology, um projeto de pesquisa que usa técnicas da performance para iniciar diálogos sobre design tecnológico. Lois viaja em turnê com Library of Performing Rights e What Tammy Needs To Know e está desenvolvendo uma nova performance intitulada Diary of a Domestic Terrorist.

Peggy Shaw é atriz, escritora e produtora. Co-fundou a The Split Britches Theater Company com Lois Weaver (www.SplitBritches.com) e The WOW Café em Nova York. Recebeu três OBIE Awards por seu trabalho com a Split Britches - pelas performances em Dress Suits To Hire, Belle Reprieve e Menopausal Gentleman. Também atuou como Billy Tipton na produção do American Place de The Slow Drag escrita por Carson Kreitzer. Atualmente Peggy está em turnê com seu novo show To My Chagrin, que criou através de uma Rockefeller Map Grant (bolsa) em colaboração com a música e designer de som Vivian Stoll, dirigido por Lois Weaver; e um revival de Dress Suits To Hire (uma colaboração com Lois Weaver e Holly Hughes) para o aniversário de 25 anos da Split Britches. A Split Britches faz parte do Staging Human Rights, onde trabalham em prisões do Rio de Janeiro e Inglaterra. São artistas associadas ao Clod Ensembles apresentando oficinas de criação de projetos medicinais sobre gênero e diferença para estudantes de Medicina e professionais da área médica. Como parte deste projeto, Peggy também está fazendo uma nova peça chamada Must  a ser apresentada em teatros de palestras e de anatomia.

Peggy foi colaboradora, escritora e performer com o Spiderwoman Theater e o Hot Peaches Theater. Co-fundou o WOW Café (vencedor do prêmio OBIE), em 1980. Peggy ganhou o prêmio The New York Foundation for the Arts Award for Emerging Forms em 1988, 1995, 1999, e 2005;  também recebeu o Anderson Foundation Stonewall Award por “mérito em tornar o mundo um lugar melhor para os gays e lésbicas", em 1995, e um Otto Rene Castillo Award for Political Theatre(Teatro Político), em 2003. A The Foundation for Contemporary Performance lhe outorgou o prêmio de melhor performer em teatro, em 2005. A Michigan Press publicará um novo livro sobre Peggy, editado por Jill Dolan, e que incluirá os textos de seus três solos You’re Just Like My Father, Menopausal Gentleman e To My Chagrin. Acaba de receber uma bolsa NYSCA Individual Artist Grant pelo texto de seu novo show Miss America. Peggy é professora freelancer de escritura e performance em todo mundo.

Peggy Shaw e Lois Weaver, juntas com Deb Margolin (ex-integrantes da Hot Peaches e do Spiderwoman Theater), co-fundaram a Split Britches, em 1981, no WOW Cafe de Nova York (um "resultado" dos Festivais Internacionais de Teatro WOW de 1980 e1981). Peggy Shaw recebeu um prêmio Obie Awards em performance, em 1987, por "Dress Suits for Hire" e, em 1999, por "Menopausal Gentleman".

Receberam mais dois Obies (trabalho em grupo) por "Belle Reprieve" (1991), uma colaboração com os Bloolips que foi uma versão de "Streetcar Named Desire"(Um Bonde Chamado Desejo) com os papéis atuados em gêneros trocados. Criaram "Lesbians Who Kill" (1993), um trabalho satírico sobre fantasias violentas, "Lust and Comfort" (1995), uma peça que se passa em Londres nos anos 50 e que remete à esterilidade e complacência em relacionamentos de longa data e o anseio de se re-inventar o desejo, e "Salad of the Bad Cafe" (2000), uma colaboração com a artista performática Stacy Makishi, inspirada no romance "Ballad of the Sad Cafe" de Carson McCullers e nas vidas de Tennessee Williams e Yukio Mishima. Shaw e Weaver também criam trabalhos solo, shows amplamente autobiográficos e intervenções performáticas. You're Just Like My Father (1994) de Shaw foi um trabalho autobiográfico sobre seu crescimento como butch (menina masculina) nos anos 50. Faith and Dancing: mapping femininity and other natural disasters (1997) de Weaver foi um trabalho sobre o crescimento de uma femme dyke (lésbica feminina) em Virginia no meio religioso Batista. O recente trabalho performático de Peggy incluiTo My Chagrin (2001) um tributo rock and roll aos carros e às avós em colaboração com Vivian Stoll e está atualmente desenvolvendo uma nova performance, Miss America. Lois está no momento em turnê com What Tammy Needs to Know e Diary of a Domestic Terrorist.

Shaw e Weaver tornaram-se conhecidas por "uma longa série de performances inteligentes e sensacionalmente bem executadas."
(Katherine Dieckmann, Village Voice)